Professores fazem fila para entrar na ALMS em dia de 2ª votação por redução de salários

Professores fazem fila para entrar na ALMS em dia de 2ª votação por redução de salários

Centenas de professores fizeram fila nesta quinta-feira (11) para entrar no plenário da ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) no dia em que deve passar por segunda votação o Projeto de Lei Complementar 9/2019, do Poder Executivo, que reduz o salário dos professores convocados e alonga o período para o reajuste dos concursados, passando de 2022 para 2025.

A categoria se mobilizou junto à Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS) para pressionar os deputados para não aprovarem o projeto, considerado pela assessoria jurídica do sindicato como inconstitucional.

O governo do Estado entregou o projeto nesta semana para ser pautado em regime de urgência. A proposta é justificada pela administração estadual como alternativa a uma ação judicial da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos que determina o estabelecimento de critérios para a contratação de professores temporários.

A ação é baseada em um pedido da Fetems, que denunciou a falta de concurso para professores. No entanto, o texto do projeto apresenta também a diferenciação de salário para os mesmos cargos de professores contratados e concursados. Além disso, pede que o reajuste seja alongado Revoltados com a proposta, os professores foram nesta quarta à Casa de Leis em manifesto. Mesmo assim, o projeto foi aprovado em primeira votação por 18 contra 4. Votaram contra apenas os deputados estaduais Pedro Kemp e Cabo Almi (PT), Capitão Contar (PSL) e Rinaldo Modesto (PSDB), que já foi líder do governador na Assembleia, mas que foi contra a decisão da bancada em aprovar a medida.

midiamax

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