Mato Grosso do Sul tem 3 mil casas dos programas populares abandonadas

Pelo menos 3 mil casas populares em todo o Mato Grosso do Sul estão desocupadas ou foram vendidas pelos beneficiados, mostrareportagem na edição deste sábado (25) do jornal Correio do Estado. Essas duas ações são proibidas quando se trata de moradia própria financiada pelo Poder Público. No entanto, não é difícil encontrar casas abandonadas ou à venda – e até mesmo para alugar – nos residenciais e bairros formados por meio de programas habitacionais da prefeitura ou do governo do Estado.

Um exemplo é o Bairro Ramez Tebet, na região sul de Campo Grande, onde pelo menos cinco dezenas de casas estão desocupadas ou que os donos aparecem de vez em quando para cuidar, mas não moram lá. A reportagem percorreu as vias de lá e encontrou várias casas com aparência de abandonadas, muitas vezes fechadas, muradas e tomadas pelo mato.

Segundo a reportagem de Lucia Morel, o secretário da Agência Estadual de Habitação (Agehab), Carlos Marun, afirmou que esses casos, quando são descobertos, passam por uma verificação e são analisados individualmente.

No caso específico do Ramez Tebet, que foi construído pelo governo do Estado por meio da Agehab, o secretário disse que “de vez em quando fazemos vistorias lá e já foram detectadas casas desocupadas e substituímos os beneficiados”. As vistorias são feitas quando há denúncias ou após certo período da implantação do bairro.

Quando moradias desocupadas são descobertas, Marun sustenta que o beneficiado é procurado para dar explicações. Se a justificativa for acatada pela agência, a casa continua em propriedade do favorecido. Já, se não houver uma resposta a contento, outra pessoa ou família é procurada para assumir a moradia.