Justiça já cassou mandatos de cinco vereadores em Campo Grande

Já são cinco vereadores em Campo Grande que tiveram mandatos cassados pela Justiça por compra de votos. Três ainda mantêm os cargos na Câmara Municipal por meio de recursos, até que os processos sejam julgados em definitivo. A mais recente decisão da Justiça Eleitoral atingiu Alceu Bueno (PSL) acusado de compra de votos com a distribuição de combustíveis. O vereador ainda não foi notificado oficialmente da sentença, mas já prepara sua defesa. “Estamos preparando recurso para solicitar uma liminar que nos permita provar que a juíza se equivocou, que trabalhou por suposição”, disse Bueno.

Os demais vereadores que tiveram os mandatos cassados recorreram da sentença: Delei Pinheiro (PSD), Mário César (PMDB) e Paulo Pedra (PDT), que participam normalmente das sessões, e Thais Helena (PT), que se licenciou do cargo para ocupar uma secretaria na prefeitura de Campo Grande. Todos permanecem nos cargos por força de liminares enquanto aguardam que os recursos sejam julgados no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS).

Até agora, a Justiça Eleitoral cassou o mandato de 13 prefeitos e 13 vereadores eleitos em 18 cidades de Mato Grosso do Sul. Todos por irregularidades durante a campanha eleitoral. Com a cassação, eleitores de oito municípios tiveram de voltar às urnas: Bonito, Sidrolândia, Guia Lopes da Laguna, Figueirão, Bela Vista, Jardim, Caracol e Japorã. Já nos municípios de Aquidauana, Porto Murtinho, Paranaíba e Miranda, o prefeito ou o vice-prefeito foram substituídos pelo segundo colocado nas eleições. Deodápolis, Corumbá, Campo Grande Bonito, Jardim, Anastácio, Mundo Novo e Ladário foram as cidades onde vereadores tiveram mandatos cassados.

Enquanto não houver uma decisão final sobre os mandatos dos vereadores, as câmaras se preparam para uma possível mudança na rotina dos trabalhos. “Caso venham a se confirmar as cassações, você tem um novo coeficiente eleitoral a ser feito, ou seja, pode haver uma ‘dança das cadeiras’. Em confirmando algumas situações, a Câmara vai ter de fazer novas eleições para aqueles membros que fazem parte da Mesa Diretora”, diz o assessor jurídico da Câmara de Campo Grande, André Scaff.