Juliana Paes: a força da atriz, mãe, mulher e musa inspiradora

Juliana Paes: a força da atriz, mãe, mulher e musa inspiradora

Às gargalhadas, Juliana Paes, de 38 anos, assume: anda com a boca meio suja. “Peguei o jeito meio masculino de falar da Bibi. Tenho falado mais palavrão e gíria! Esse jeitão dela está comigo e não vai me soltar tão cedo”, entrega a atriz, que na pele da traficante Bibi Perigosa é destaque em A Força do Querer. “Mas não quero levar nada dela para a minha vida pessoal. Só quero as novas bijuterias que ela vai usar nessa nova fase que são maravilhosas”, diz a atriz, sobre o figurino da personagem, que se tornou primeira-dama do morro e dará uma repaginada intensa no visual nos próximos capítulos que serão exibidos na TV Globo.

Na trama, Bibi, sangue quente e apaixonada pelo marido, Rubinho (Emílio Dantas), chegou a sair no tapa com a amante dele, a novinha Carine, vivida por Carla Diaz. Já Juliana não deixaria esse ciúmes transparecer jamais. “Sou ciumenta orgulhosa. Não daria esse gostinho para a outra pessoa de jeito nenhum! Não passo recibo de ciúme! Fico quieta”, diverte-se ela, que rebate as críticas de que a trama de Glória Perez glamouriza a vida no crime. “Não existe justificativa, mas há sempre uma explicação. A novela mostra histórias da vida real. Não tem como ignorar a realidade que estamos vivendo”, afirma Juliana, que acredita que Bibi deve ser punida. “Torço para que a Bibi se dê muito mal, para que quebre a cara. Mas torço também para que ela consiga se redimir e saia desse rolo em que se meteu”, diz.

Casada há nove anos com o empresário Carlos Eduardo Baptista e mãe de Pedro, de 6 anos, e Antonio, de 4, ela tem feito uma gincana para conciliar a rotina pesada de gravações de até 12 horas por dia com a vida familiar (a reportagem comprova, foram dias de negociação até encontrar uma brecha na agenda para a produção deste brilhante ensaio de capa). “Passo muito mais tempo na pele da Bibi do que em casa. Mas tento compensar nos fins de semana, principalmente aos domingos, que é quando me dou o direito de não sair e de fazer absolutamente nada”, explica ela, que também nega o rótulo de supermulher. “Me sinto presenteada por saber que tem gente que me acha um mulherão. Fico feliz. Mas é complicado porque não me sinto isso tudo que as pessoas acham”, diz aos risos.

BIBI X FAMÍLIA

“Estou tendo pouco tempo para ficar com o Dudu e os meninos. Passo muito mais tempo na pele da Bibi do que em casa. Mas tento compensar nos fins de semana, principalmente aos domingos, que é quando me dou o direito de não sair e de fazer absolutamente nada. Tenho saído muito pouco. Gravo em média 12 horas por dia, de segunda a sábado. Faço uma ginástica, um malabarismo danado para conciliar as gravações com a minha vida.”

DILEMAS DE MÃE

“Tento ver os meninos de manhã, antes de eles irem para a escola. Na maioria das vezes, quando chego em casa, eles já estão dormindo. Dou um cheirinho e um beijinho neles na cama e é isso. Durante o dia, fico trocando vídeos com eles: ‘Mamãe está aqui na gravação. E vocês?’ Meu dia a dia é basicamente assim. Fazer novela é uma batida que as pessoas não têm a menor ideia (ênfase).”

DO MAL?

“Os meninos veem a Bibi nas chamadas da novela que passam durante a programação. De vez em quando, eles vêm me perguntar alguma coisa ou falam: ‘Olha ali a mamãe’. O Antonio, que é mais novo, ainda não tem um entendimento. Mas o Pedro já tem e me perguntou se a minha personagem é do mal: ‘Mamãe, a sua personagem é do mal?’ Falei: ‘Filho, ela é sim. Ela serve até para as pessoas saberem o que é bom e o que é mau. Para as pessoas poderem diferenciar o caminho do bem e o do mal. Ela é como se fosse a bruxa das histórias que conto para você dormir. A mamãe dessa vez está fazendo o papel da malvada para as pessoas verem que não é o melhor caminho’. Ele super se deu por satisfeito com a explicação e não perguntou mais (risos)”

TEMPO PARA O CASAL

“Sempre sobra um tempinho para a gente. Claro que não é aquela quantidade de tempo enorme, mas tempo tem a ver com intensidade e qualidade e não com quantidade. Mesmo que a gente esteja pouco junto, o tempo que fico com o Dudu é muito gostoso, intenso e bom.”

CORPÃO

“Ultimamente não tenho me exercitado tanto. Estou contando com a sorte, com o que Deus me deu e com o meu bom senso. Malho nas brechinhas que tenho e só tenho conseguido malhar de 1 a 2 vezes por semana, no máximo. Tento controlar bem a alimentação. Não posso dizer que estou me matando de malhar e de fazer dieta porque é mentira.”

MULHERÃO?

“Me sinto presenteada por saber que tem gente que me acha um mulherão. Fico feliz. Mas é complicado porque não me sinto isso tudo que as pessoas acham. Não acordo me achando essa Coca-Cola toda. É gostoso para mim ter esse retorno. Isso me estimula a me manter bem cada vez mais. Saber que inspiro as pessoas e que elas querem estar perto de mim tem importância política. Mudar o dia das pessoas com um sorriso é uma grande responsabilidade. E tento dar conta dela com o maior amor do mundo.”

A BIBI QUE ENSINA (OU NÃO)

“Peguei o jeito meio masculino de falar da Bibi. Tenho falado mais palavrão e gíria. Esse jeitão dela está comigo e não vai me soltar tão cedo. Mas não quero levar nada dela para a minha vida pessoal. Só quero as novas bijuterias que ela vai usar nessa nova fase que são maravilhosas (risos). E mais nada. Porque ela é muito doida!”

MULHERES QUE AMAM DEMAIS

“A Bibi tem uma obsessão pelo Rubinho, que é quase uma patologia. Tem também um deslumbre com o universo do crime e a perspectiva do dinheiro fácil. Ela sempre se escora na premissa de que é por pouco tempo, de que é só uma passagem. Mas talvez não seja só isso e nem mesmo Bibi tenha plena consciência disso. Mas que ela está deslumbrada com isso, ela está.”

REALIDADE X FICÇÃO

“Por um lado, fico feliz de as pessoas estarem falando bem do meu trabalho. Por outro, estou sempre preocupada em contar a história da Bibi de uma maneira muito real. O que não podemos é dar tintas de glamour a uma realidade tão dura. Estou sempre tentando trazer – na parte que me cabe, é claro – a história para a realidade, torná-la o mais orgânica possível. De maneira que, se ela vai posar com uma arma na mão, que não exista a preocupação em mostrá-la linda e maravilhosa. Que ela tenha um suor na cara, que esteja meio descabelada. Se vamos contar a realidade, que contemos sem pintar com tintas que não sejam tintas da realidade. É o trabalho que tento fazer diariamente na composição da Bibi. Não é só alegria. Não são só delícias, existem dores também e faço questão de pintá-las com tintas reais.”

GLAMOURIZAÇÃO DO CRIME

“Não acho que a novela esteja glamourizando o mundo do crime. A dramaturgia tem como função principal e primordial entreter as pessoas, contar boas histórias e promover a reflexão. A função da telenovela não é educar. Ela pode até fazer isso, mas não é sua função principal. A ficção precisa estar livre para contar histórias. E a novela mostra histórias da vida real. Se estamos vivendo isso, por que não retratar essa realidade? Temos que ter o cuidado de retratar bem, de fazer um retrato real. Não tem como ignorar a realidade que estamos vivendo. Também não podemos contar um sonho cor-de-rosa só porque estamos falando para milhões de pessoas. Temos que contar bem contado, mostrando a realidade, os ônus e os bônus da escolha da Bibi, que é ambígua, complexa e que estou tendo o prazer de fazer.”

FINAL FELIZ

“Torço para que a Bibi se dê muito mal, para que quebre a cara. Mas torço também para que ela consiga se redimir e sair desse rolo que ela se meteu. Se tiver que pagar por alguma coisa que pague, se tiver que sofrer que sofra. Não acho que ela é uma mocinha. Acho que ela tem que sofrer pelo que fez. Mas torço para que ela consiga, acima de tudo, passar uma lição para as pessoas. Mostrar que a vida do crime não vale a pena. Torço para que nos momentos finais da novela essa mensagem fique muito clara.”

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