Indenizações pagas pelo seguro DPVAT crescem 25% em 2013

O número de indenizações pagas pelo DPVAT em 2013 subiu 25% em relação ao ano anterior, anunciou nesta terça-feira (11) a Líder, responsável pelo seguro obrigatório. Foram pagos 633.845 ressarcimentos, totalizando R$ 3,2 bilhões. Casos de invalidez foram a principal causa de pagamento do seguro, com 70% dos registros no período.

Já o número de pagamento por mortes caiu 10%, enquanto as indenizações por invalidez permanente subiram 26% entre 2012 e 2013 em relação a automóveis. Já os pedidos de reembolso por despesas hospitalares subiram 42%.

Quanto às motos, o número de acidentes fatais com motocicletas caiu de 20.313 em 2012 para 12.265 no ano passado. “Acidentes fatais, no geral, caíram em todos os tipos de veículos. Porém, os acidentes estão deixando mais inválidos”, afirma Ricardo Xavier, diretor-presidente da seguradora Líder. 

“A queda do número de indenizações pagas por mortes pode ser creditada à redução da velocidade máxima permitida nas vias e à velocidade média do trânsito, em geral”, reflete José Aurélio Ramalho, diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança, sobre a redução nas indenizações por acidentes fatais. As motos, no entanto, continuam proporcionalmente mais envolvidas em acidentes, devido ao motociclista estar mais exposto, destaca Xavier.

Veículos com mais dispositivos de segurança, fiscalização mais intensa da lei seca e comportamento do condutor também explicam a redução nas mortes, segundo Xavier. Já Ramalho acredita que o número de mortes deve continuar em queda nos próximos anos. “Os airbags são um dispositivo de segurança passiva, e ajudam os ocupantes do veículo após a colisão, o que ajuda a reduzir a gravidade das lesões”, ressalta.

O estudo mostra que 71% das ocorrências que geraram pagamento do seguro envolveram motocicletas, que representam apenas 27% da frota nacional, enquanto os automóveis representaram 24% das indenizações.

Perfil das vítimas
De acordo com a Seguradora Líder, 76% dos envolvidos em acidentes que geraram indenização eram homens, 22,2% deles com idade entre 25 e 34 anos.

A maior parte do pagamentos foi destinada a motoristas, com 60% do total. Pedestres representaram 22% das ocorrências, e passageiros, 18%.

Em relação às regiões que mais registraram sinistros no DPVAT, o Sudeste, que concentra 50% da frota nacional teve 37% das ocorrências por morte e 24% por invalide. Já o Nordeste, que tem 16,2% da frota, registrou 28,2% das ocorrências fatais e 34% daquelas que causaram invalidez permanente.

A Seguradora Líder arrecadou, em 2013, R$ 8,03 bilhões, dos quais, R$ 4,02 bilhões foram repassados para o SUS e o Denatran, como manda a lei. Dos R$ 4,01 bilhões restantes, R$ 3,2 bilhões foram para indenizações, e R$ 663 milhões estão previstos para novos pagamentos, previstos para os próximos anos.

O que é DPVAT
O seguro DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) cobre casos de morte, invalidez permanente ou despesas com assistências médica e suplementares (DAMS) por lesões de menor gravidade causadas por acidentes de trânsito em todo o país.

O pagamento para beneficiários de vítimas fatais é de R$ 13.500. Nos casos de invalidez permanente, o pagamento pode chegar a até R$ 13.500, de acordo com a gravidade das lesões. Já o reembolso hospitalar e médico pode chegar a R$ 2.700.

No ano passado, a rede de atendimento do DPVAT chegou a 7.757 pontos, com abrangência de 100% do território nacional. Em 2012, eram 4.783 postos. “Atingimos este número graças a uma parceria com os Correios. Algumas agências também podem servir de locais de atendimento para o DPVAT”, diz Xavier.

O recolhimento é anual e obrigatório para todos os proprietários de veículos. A data de vencimento é junto com a do IPVA, e o pagamento é requisito para o motorista obter o licenciamento anual do veículo. Vítimas e seus herdeiros (no caso de morte) têm um prazo de três anos após o acidente para dar entrada no seguro. Informações de como receber o DPVAT podem ser obtidas pelo telefone 0800-022-1204.

G1