Em fórum, Reinaldo defende força-tarefa para combater crime organizado na fronteira

Em fórum, Reinaldo defende força-tarefa para combater crime organizado na fronteira

Em Brasília (DF) onde participa do VII Fórum Nacional de Governadores nesta terça-feira (8), o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) defendeu a criação de força-tarefa para combater o crime organizado no Brasil, com ênfase na região de fronteira.

“Nós não vamos vencer esta guerra nos morros do Rio de Janeiro se não começarmos essa blindagem com núcleos de inteligência em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, que são os estados mais sensíveis”, voltou a declarar o governador, que tem reiteradamente defendido que a União priorize a segurança na região de fronteira.

No encontro, ele defendeu a necessidade de o Governo Federal descontingenciar R$ 650 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública, além da criação de núcleos de inteligência nos estados vizinhos do Paraguai e Bolívia.

Reinaldo propôs também a abertura de discussão com a União para desburocratizar recursos enviados aos estados, para que possam ser usados onde necessário e não com destino previamente estabelecido. Ele defende a criação de uma força-tarefa para blindar a fronteira. “Hoje nós estamos só prendendo os mulas, os pequenos. Os grandes não pegamos. Vão ser os núcleos de inteligência que alcançarão o cerne das facções criminosas”, argumentou.

Em 2018, o governador de MS entregou ao atual ministro Sérgio Moro proposta para instalar em Campo Grande central de inteligência para combater o tráfico e contrabando, como forma de fortalecer forças federais e desmantelar grandes organizações criminosas.

Educação
No encontro de governadores, também foi discutido aumento de repasse federais para os estados com novo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), por meio da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 15/2015.

Pela proposta, o Governo do Estado deixaria de aplicar cerca de R$ 200 milhões por ano para atingir o limite exigido e passaria a receber da União R$ 700 mil no primeiro ano de vigência, passando a R$ 213,2 milhões em 11 anos.

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