Em 2ª votação, maioria da bancada tucana é contra projeto do governo de reduzir salários

Em 2ª votação, maioria da bancada tucana é contra projeto do governo de reduzir salários

A bancada tucana surpreendeu nesta quinta-feira (11) e a maioria acabou votando contra o projeto do governo de Reinaldo Azambuja (PSDB) para reduzir o salário dos professores contratados e alongar o reajuste dos servidores de 2022 para 2025. Dos cinco deputados, apenas Felipe Orro (PSDB) aprovou o Projeto de Lei Complementar 9/2019.

Rinaldo Modesto já havia votado contra a medida na primeira votação e reiterou seu voto nesta quinta. Somaram-se ao parlamentar os deputados Onevan de Matos e Marçal Filho, que na primeira votação aprovaram a medida. O deputado Paulo Correa não vota por ser o presidente da ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).

Marçal explicou que tentou mudar o projeto, mas acabou mudando o voto por convicção. “Não é justo um professor trabalhar a mesma coisa que um concursado e ganhar menos. É uma situação delicada. Tive orientação do meu partido, mas o líder do PSDB votou contra. Espero que por ser um partido democrático não tenha nenhuma reação sobre o voto”, declarou.

Onevan resumiu sua decisão. “Os professores sempre me apoiaram. Mudei meu voto por convicção”, disse. Agora, a proposta segue para ser sancionada pelo governador Reinaldo Azambuja.

Projeto

Segundo dados divulgados no portal da Federação, em Campo Grande o piso salarial para 40 horas é R$ 4.065,92. São 11 mil convocados e 8 mil efetivos. Em contrapartida, o projeto prevê que o contrato dos convocados mudará para 12 meses, ao invés dos seis meses. No atual modelo, os profissionais não recebem remunerações de janeiro, dezembro e, em julho, parcialmente.

midiamax

Posts Relacionados

Facebook Comments