Comandante do 11º BPM está entre os investigados pela Corregedoria e Gaeco Tenente-coronel Admilson Cristaldo de Oliveira deve prestar de

Comandante do 11º BPM está entre os investigados pela Corregedoria e Gaeco Tenente-coronel Admilson Cristaldo de Oliveira deve prestar de

O tenente-coronel Admilson Cristaldo Barbosa, comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM), sediado na cidade de Jardim, é um dos policiais militares investigados pela Operação Oiketikus, promovida entre o Gaeco e a Corregedoria da Polícia Militar, contra a ação da Máfia dos Cigarreiros no estado.

Conhecido como Chico Bento, o oficial chegou à sede da Corregedoria no início da tarde e prestou depoimento a representantes da corregedoria e do Gaeco. O comandante, que tem uma remuneração fixa mensal de R$ 22.851,93 e ganhos eventuais médios de R$ 2.506,60, é investigado em uma operação sobre corrupção nas forças policiais que deveriam combater o contrabando de cigarros.

Ao menos dez policiais militares de Campo Grande estão presos na ação, deflagrada nesta quarta-feira. Policiais presos de cidades do interior do Estado, como Bonito, Guia Lopes de Laguna e Jardim, também devem ser levados para a sede da corregedoria na Capital.

A operação cumpriu 66 mandados, sendo 21 de prisão e 45 de busca e apreensão. Entre os alvos estão oficiais e praças da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, incluindo comandantes de unidades em municípios do interior.

Máfia dos cigarreiros

Em abril deste ano, a Polícia Federal deflagrou uma operação contra o contrabando de cigarros. A ação foi batizada de “Homônimo”, e ocorreu nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo. Em Mato Grosso do Sul foram cumpridos mandados em Naviraí e Iguatemi.  Foram expedidos pela Justiça 35 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, 45 mandados de busca e apreensão, 32 de bloqueios de bens.

A investigação teve início em agosto de 2017, e apontou que a quadrilha sonegava mais de R$ 14 milhões em impostos e faturava R$ 2 milhões com a venda da mercadoria ilegal.

Em fevereiro deste ano, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) apreendeu carga com 700 mil maços de cigarros contrabandeados em Coxim, cidade distante a 260 quilômetros de Campo Grande. A carga foi avaliada em R$ 3,5 milhões. O motorista informou que pegou o carregamento no Paraguai e levaria para a cidade de Goiânia (GO), onde receberia o pagamento pelo transporte.

Prisões

Em dezembro de 2017 no Estado, sete policiais militares foram presos por envolvimento na chamada “Máfia do Cigarro”. O esquema envolvia suposta cobrança de propina por policiais de Mato Grosso do Sul para permitir a ação contrabandistas de cigarros. Na data, o grupo era suspeito da cobrança de R$ 150 mil para a “liberação” de um caminhão com carga de cigarros contrabandeados do Paraguai.

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