Atlético-MG volta a fazer feio em casa e perde para a Chapecoense no Brasileirão

Atlético-MG volta a fazer feio em casa e perde para a Chapecoense no Brasileirão

O Atlético-MG mostrou mais uma vez por que é um dos piores mandantes do Campeonato Brasileiro e caiu para a Chapecoense nesta quarta-feira (18), por 3 a 2, no Independência. Em um jogo bastante movimentado, o time alvinegro voltou a sofrer com uma fraca atuação em casa, tentou reagir na raça ao ficar com um a menos – Elias foi expulso -, mas parou no competente desempenho do adversário.

Mais uma vez sofrendo com a falta de criatividade e abusando das ligações diretas, o Atlético-MG sofreu a oitava derrota em 15 partidas em casa na competição. Já a Chapecoense foi muito precisa naquilo que se propôs a fazer, os contra-ataques, e respirou na luta contra o rebaixamento.

O time catarinense chegou a 35 pontos, saltando para a 11ª colocação. Pela 30ª, no domingo, receberá o Fluminense na Arena Condá. Já o Atlético-MG parou nos 38 pontos e é o nono colocado. Também no domingo, tentará a recuperação no clássico com o Cruzeiro, no Mineirão.

O jogo

O Atlético-MG começou em baixa e viu a Chapecoense assustar com menos de um minuto, em chute de Luiz Antonio. Aos cinco, os visitantes quase abriram o placar em cruzamento da direita de Canteros, que Wellington Paulista cabeceou para exigir grande defesa de Victor. A bola ainda tocou no travessão.

Mas em seu primeiro bom momento, o Atlético-MG marcou. Robinho recebeu longo lançamento e aproveitou erro crasso de Douglas para ajeitar para Valdivia. O meia chegou batendo de primeira de fora da área, com felicidade. A bola ainda tocou no travessão e entrou.

O gol, porém, não retratava o cenário de um jogo em que o Atlético-MG dependia exclusivamente da ligação direta, fruto da inoperância de Valdivia e Cazares na armação. Imediatamente, então, a Chapecoense voltou a crescer. Aos 30, Arthur recebeu com espaço na intermediária e tocou para Wellington Paulista, que chegou batendo de canhota. Desta vez, Victor foi muito mal para a bola e colaborou para o empate.

A igualdade dava a oportunidade aos visitantes de voltarem a jogar a seu estilo, nos contra-ataques. E num deles, a Chapecoense garantiu a vantagem para o intervalo. Aos 41 minutos, Moisés Ribeiro começou o contragolpe com dois lindos dribles no campo de defesa e abriu na direita para Luiz Antonio. O volante viu a penetração de Canteros e tocou para o argentino, que dominou e bateu cruzado, com estilo.

A mais nova atuação ruim do Atlético-MG em casa rendeu vaias no intervalo, e logo no início da etapa final a situação ficou ainda pior. Em novo contragolpe catarinense aos quatro minutos, Moisés Ribeiro recebeu pela esquerda, pedalou para cima de Elias e foi calçado. O atleticano recebeu o segundo amarelo e foi expulso, deixando o estádio sob muitos xingamentos.

Com um a mais, a Chapecoense foi inteligente. Ficou com a posse, administrou a vantagem e chegou a ameaçar alguns outros bons contra-ataques. E quando parecia ter o jogo controlado, sofreu o empate na bola parada aos 22 minutos. Fábio Santos cobrou escanteio da esquerda e encontrou Fred sozinho para cabecear no canto esquerdo de Jandrei.

Era o que a equipe precisava para inflamar a torcida e crescer. Se não era criativa, ganhou uma dose de coragem para se lançar ao ataque cm o apoio de uma torcida que, agora, jogava a favor. Mas do outro lado, a Chapecoense seguiu em seu plano, ignorou o embalo adversário e voltou a ficar à frente. Aos 34, Reinaldo fez o que quis com Felipe Santana e tocou para Luiz Antonio fuzilar para a rede.

O fator emocional, então, voltou a jogar contra o Atlético-MG. Na base do desespero, os donos da casa ainda levaram certo perigo em jogadas pelo alto, mas pararam na atuação consistente da Chapecoense. Ao apito final, mais vaias de uma torcida cansada de acumular decepções em casa.

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