Após bater R$ 2,41, dólar opera em baixa em dia de leilões do BC

Após fechar acima de R$ 2,41 na segunda-feira (19), atingindo a maior cotação desde março de 2009, o dólar opera em baixa no início dos negócios desta terça-feira (20). Os investidores aguardam leilões de venda da moeda dos Estados Unidos durante o pregão de hoje. O Banco Central anunciou que ofertará US$ 4 bilhões ao todo.

Perto das 10h20, a moeda norte-americana caía 0,86%, a R$ 2,3952. Veja a cotação

Ao todo, o Banco Central realizará leilões pela manhã tanto de venda de dólares no mercado à vista quanto leilão de swap tradicional (que equivale a uma venda de dólar no mercado futuro).

O que tem influenciado a alta do dólar nos últimos dias é a expectativa dos investidores de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) começará a reduzir seu programa de estímulos à economia do país a partir de setembro.

O Fed compra US$ 85 bilhões em títulos hipotecários e dívida do Tesouro norte-americano por mês, em seus esforços para dar força a uma economia ainda desafiada por aperto fiscal federal e fraco crescimento no cenário internacional.

Com a compra, o Fed “injeta” dólares no mundo. Com a expectativa do fim dos estímulos e da redução da quantidade de dólares no mercado, os investidores compram mais a moeda, o que faz o dólar se valorizar.

Na noite de segunda, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a situação do dólar, embora estressada, está sob controle. Ele mandou um recado aos investidores dizendo para não esquecerem que o câmbio é flutuante e, portanto, não fazerem apostas arriscadas.

Ele citou que o país tem US$ 370 bilhões em reservas internacionais caso seja necessária uma intervenção mais forte no câmbio. O número leva em conta o conceito liquidez internacional, que considera, além do valor em caixa (o que o governo tem disponível em dólares), os títulos em moeda estrangeira e outros recursos detidos pelo Banco Central.

Cotação de segunda-feira

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selo cotações dólar (Foto: Editoria de arte/G1)

Na segunda-feira (19), o dólar norte-americano fechou em alta, acima de R$ 2,41, influenciado pelos movimentos no exterior e pela persistente desconfiança de investidores com a economia brasileira, mesmo após o Banco Central ter realizado três leilões de swap cambial e anunciado venda no mercado à vista para esta terça-feira.

A moeda fechou em alta de 0,83%, a R$ 2,4159, na maior cotação desde 2 de março de 2009. Na máxima do dia, a divisa norte-americana chegou a subir 1,37%, cotada a R$ 2,4288. No mês, a moeda tem alta de 5,58% e no ano, acumula valorização de 18,15%.